Editorial para uma Igreja sempre viva

Redacção do Igreja Viva. D Esquerda para a direita: Ana Pinheiro, Tiago Freitas, Paulo Terroso, Filipa Correia e Flávia Barbosa
Redacção do Igreja Viva. Da Esquerda para a direita: Ana Pinheiro, Tiago Freitas, Paulo Terroso, Filipa Correia e Flávia Barbosa

Publicado no Suplemento Igreja Viva (01/09/2017) do Diário do Minho

O Igreja Viva, tal como hoje o conhecemos, ou seja desde que o pe. Tiago Freitas assumiu a direcção do Departamento das Comunicações Socais da Arquidiocese e a edição do suplemento (2014), terá tido a sua origem numa sala do primeiro andar do Seminário de N. Srª da Conceição. Na altura, estávamos no ano 2009 e preparávamos a Semana dos Seminários. Enquanto discutíamos e projectávamos um suplemento especial, no meio de uma catadupa de sugestões, nasceram o entusiasmo e questões, muitas questões às quais procurávamos dar resposta, e uma visão de um futuro que não sabíamos quando seria presente, mas que sabíamos que era possível. Claro que não desenhámos o Igreja Viva ali. Mas cada edição do Igreja Viva que lhe chega às mãos, e até mesmo o projecto de comunicação da arquidiocese, têm nesse momento o seu núcleo germinal e um nome: entusiasmo.

Há dias, um amigo comum, o pe. João Aguiar, chamava a atenção para a palavra “entusiasmo”. Etimologicamente, “entusiasmo” procede do grego enthousiasmós (ἐνθουσιασμός) e é resultante da junção de três termos: “en, theos e asm. “En” é um prefixo que significa “dentro”, “Theos” é “Deus”, e “asm” designa “em acção”. Tudo somado, “entusiasmo” significa literalmente: Deus dentro de nós em acção. É precisamente esta acção de Deus em nós que nos move, nos apaixona e nos dá imenso gozo e alegria quando nos reunimos para projectar o Igreja Viva.

Diz o adágio que “ninguém é bom juiz em causa própria”. Todavia, as críticas sobre a inegável qualidade dos conteúdos do suplemento chegam-nos semanalmente quer por viva voz e/ou correio electrónico. Nestes dois anos, o Igreja Viva não só tem informado, como formado e tem vindo a afirmar-se como um projecto sólido e promissor no âmbito do jornalismo religioso em Portugal, pelas questões que antecede, pela qualidade dos artigos dos seus colaboradores e pelos dossiês sobre variadíssimos temas que oferece.

Sobre o futuro do Igreja Viva, este passará sem dúvida por reforçar a aposta na qualidade dos conteúdos e dos seus colaboradores, abrindo o leque de participações. Por exemplo, se alguém comenta ou interpreta determinado acontecimento ou problemática dever-lhe-á ser reconhecida pelo leitor aquilo que os italianos denominam de autorevolezza, palavra que não se deve confundir com autoridade (autorità, em italiano) e que em português se poderia traduzir por credibilidade.

Quando nos perguntam o que queremos para o Igreja Viva a resposta é fácil e simples: provocar no leitor um sentimento de autorevolezza, credibilidade, confiança. Este é o nosso pacto de confiança com o leitor que não queremos defraudar.

O sonho iniciou há sete anos. Na altura eu e o Pe. Tiago não fazíamos ideia do que seria o futuro que hoje é presente. Hoje, nas instalações do Diário do Minho, somos nós, a Ana, a Filipa, a Flávia e o Romão com o mesmo entusiasmo e paixão de há sete anos. Amanhã, depois de amanhã, daqui a um ano, dois ou três, não sabemos quem estará, mas também não interessa, desde que o entusiasmo não nos falte, ou seja: Deus dentro de nós em acção.

 

 

 

 

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